Cláudio Castro saiu, Ricardo Couto assumiu: policiais das UPPs seguem no RAS compulsório e cobram fim das escalas forçadas
- jornal bilhões

- 13 de mai.
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A troca no comando do Governo do Estado reacendeu a expectativa entre policiais militares do Rio de Janeiro. Com a saída de Cláudio Castro e a chegada de Ricardo Couto ao governo estadual, agentes lotados nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) esperam mudanças imediatas nas condições de trabalho da tropa.
Entre as principais reivindicações está o fim do chamado “RAS compulsório”, modelo em que policiais militares são obrigados a trabalhar durante as folgas em escalas extras. Segundo relatos de agentes das UPPs, a prática tem provocado desgaste físico, emocional e impacto direto na convivência familiar dos militares.
Os policiais afirmam que muitos profissionais vêm acumulando jornadas excessivas, sem a possibilidade de recusa das escalas extraordinárias. A categoria também cobra valorização profissional e melhores condições de trabalho dentro das comunidades atendidas pelas UPPs.
Outro ponto aguardado pela tropa é o pagamento da recomposição salarial. Militares alegam perdas acumuladas ao longo dos últimos anos e afirmam que existe grande expectativa para que a nova gestão estadual apresente uma solução concreta para a questão salarial da segurança pública.
Nos bastidores da corporação, a esperança é que o novo governo abra diálogo com representantes da categoria e coloque em pauta tanto o fim do RAS compulsório quanto medidas de valorização para policiais militares e bombeiros do estado.
A mudança de governo acontece em um momento de forte pressão interna na segurança pública, com reclamações envolvendo carga horária, déficit de efetivo e reivindicações históricas da categoria militar.



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