CLIMA DE RUPTURA: CONDENAÇÃO DE Cláudio Castro À INELEGIBILIDADE É COMEMORADA POR POLICIAIS MILITARES
- jornal bilhões

- 24 de mar.
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A condenação à inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro provocou reações intensas dentro da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Em grupos internos e conversas de bastidores, parte significativa da tropa não escondeu o sentimento de alívio — e até comemoração — diante do cenário político que se desenha.
Policiais militares, especialmente aqueles submetidos ao regime de RAS compulsório, relatam desgaste extremo com a rotina de trabalho forçada nas folgas. Segundo esses agentes, além da sobrecarga, promessas de recomposição salarial não foram cumpridas, assim como o reajuste no vale-transporte, considerado defasado diante da realidade atual.
O sentimento predominante entre muitos praças é de abandono. “Trabalhamos além do limite, sem valorização. Agora, a resposta vem nas urnas”, afirmam, em tom de insatisfação.
A insatisfação também atinge figuras diretamente ligadas à gestão anterior. Policiais ouvidos afirmam que não pretendem apoiar nenhum candidato associado ao ex-governador, tampouco nomes ligados ao antigo comando da segurança pública, como o ex-secretário de Polícia Militar, coronel Menezes.
Nos bastidores, o clima é de ruptura política dentro da corporação. A tropa, que historicamente exerce forte influência eleitoral, sinaliza que pode adotar uma postura mais crítica e seletiva nas próximas eleições.
Enquanto isso, cresce a pressão por mudanças estruturais, principalmente no fim do RAS compulsório e na valorização real da categoria. A condenação de Cláudio Castro, mais do que um fato jurídico, passa a representar, para muitos policiais, o reflexo de um ciclo que, segundo eles, precisa ser encerrado.




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