Com produtos de até R$ 30, rede de franquias de varejo fatura R$197 mil mensais e supera média do setor
- jornal bilhões

- 25 de jun.
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Setor mantém ritmo de expansão de dois dígitos, enquanto redes apostam em cidades médias, portfólio diversificado e preços acessíveis para ampliar participação no mercado
O varejo brasileiro atravessa um ciclo consistente de crescimento, sustentado pela retomada do consumo e por mudanças estruturais no comportamento dos consumidores. Mesmo diante de uma postura mais cautelosa das famílias, o franchising segue demonstrando resiliência. Em 2025, o setor alcançou faturamento recorde de R$ 301,7 bilhões, crescimento nominal de 10,5% em relação ao ano anterior, superando a marca de 202 mil operações em funcionamento no país. O ritmo foi mantido no primeiro trimestre de 2026, quando as franquias registraram crescimento de 10,1%, alcançando faturamento de R$72,7 bilhões e totalizando R 308,4 bilhões no acumulado de 12 meses.
A percepção positiva também é compartilhada pelos pequenos e médios varejistas. Pesquisa da Compra Agora aponta que 83% dos empresários do setor esperam ampliar o faturamento em 2026 na comparação com o ano anterior. O otimismo encontra respaldo nos indicadores macroeconômicos. Segundo o IBGE, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% em fevereiro frente a janeiro, atingindo o maior patamar da série histórica iniciada em 2000.
Embora o desempenho seja favorável de forma ampla, algumas estratégias vêm se destacando. Entre elas está a expansão para cidades de pequeno e médio porte, mercados que apresentam menor concorrência, custos operacionais reduzidos e potencial para relações de consumo mais recorrentes. As franquias já estão presentes em quase 70% dos municípios brasileiros, reforçando o protagonismo dessas regiões na nova fase de crescimento do setor.
Outra tendência é o fortalecimento de operações multissetoriais com posicionamento baseado em preço acessível. Ao reunir categorias como vestuário, utilidades domésticas, decoração, brinquedos e produtos sazonais em um único ponto de venda, essas redes conseguem ampliar o ticket médio, aumentar a frequência de compra e reduzir a dependência de categorias específicas.
É nesse contexto que redes como a Prioridade 10 vêm operando acima da média do setor. Com um modelo baseado na comercialização de produtos com preço máximo de até R$30, a marca estrutura sua proposta em três pilares: variedade, acessibilidade e eficiência operacional. O faturamento médio mensal das unidades é de R$197 mil, desempenho 58,6% superior à média do mercado de franquias nacional.
Para Rogério Zorzetto, CEO e fundador da Prioridade 10, a transformação está menos relacionada à redução do consumo e mais à mudança na forma como as pessoas compram.
“O consumo não diminuiu, ele se transformou. Hoje, existe uma busca muito mais racional por custo-benefício. Quando a operação consegue entregar variedade com preço acessível e manter eficiência na gestão, o crescimento passa a ser consequência”, afirma.
Segundo o executivo, a estratégia de teto de preços simplifica a comunicação com o consumidor, reduz a fricção na decisão de compra e estimula aquisições por impulso. Em contrapartida, exige elevado grau de disciplina operacional, especialmente na negociação com fornecedores, gestão de estoque e controle de margens.
A rotatividade de produtos também contribui para manter o fluxo constante de consumidores nas lojas. Em 2025, o vestuário respondeu por 36,87% do faturamento da rede, seguido por utilidades domésticas, com participação de 28,74%. Categorias como brinquedos, decoração e acessórios também apresentaram desempenho relevante, evidenciando a eficácia do modelo multissetorial.
A expansão da marca acompanha o movimento de interiorização observado no varejo brasileiro. A Prioridade 10 tem priorizado cidades de pequeno e médio porte, mercados que ainda apresentam demanda reprimida e menor presença de grandes redes estruturadas.
Atualmente, a empresa conta com 100 unidades em operação nos estados do Sul do país. Um indicador da consistência do modelo é a recorrência entre os franqueados: aproximadamente 90% operam mais de uma unidade, evidenciando confiança na previsibilidade e na escalabilidade do negócio.
“O crescimento sustentável no franchising passa por três fatores: eficiência operacional, proximidade com o franqueado e entendimento do consumidor. Quando esses elementos estão alinhados, o modelo ganha escala e longevidade”, conclui Zorzetto.




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