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CRISE NO FUNCIONALISMO: PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS ABALAM SERVIDORES DO RJ

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


O governo do Cláudio Castro chega ao fim sob forte pressão e insatisfação generalizada entre os servidores públicos estaduais. A tão aguardada recomposição salarial não foi efetivada, gerando revolta em diversas categorias que, ao longo do mandato, aguardaram o cumprimento das promessas feitas pelo chefe do Executivo.


Desde o início da gestão, o governador sinalizou compromisso com a valorização do funcionalismo. Em diferentes momentos, declarou publicamente que reconhecia as perdas inflacionárias acumuladas e que buscaria soluções para garantir justiça salarial. No entanto, na prática, o que se vê é um cenário de frustração e desgaste.


Frases e posicionamentos políticos de Cláudio Castro, consideradas por servidores como “vazias” ou “contraditórias”, passaram a circular entre as categorias, ampliando a sensação de abandono. Em discursos, o governador chegou a afirmar que “o Estado precisa manter responsabilidade fiscal”, ao mesmo tempo em que reiterava que “o servidor é prioridade”. Para muitos, as declarações não se converteram em ações concretas.


Nos bastidores, representantes de sindicatos apontam que a falta de diálogo efetivo e a ausência de medidas concretas para recomposição salarial agravaram ainda mais o clima de tensão. Há relatos de categorias que acumulam perdas históricas, sem qualquer perspectiva de recuperação.


Com a saída iminente do cargo, cresce a crítica de que Cláudio Castro deixará o governo sem cumprir uma das principais promessas feitas ao funcionalismo: a valorização salarial. O sentimento predominante entre os servidores é de decepção, desconfiança e cobrança por respostas.


Servidores prometem mobilizações e cobram respeito. O clima é de indignação no Estado do Rio de Janeiro.

 
 
 

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