DENÚNCIA EXCLUSIVA: Estudantes são agredidos por PM durante ato contra assédio em escola tradicional do Rio
- jornal bilhões

- 25 de mar.
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Uma mobilização estudantil legítima contra um caso de assédio terminou em violência policial na manhã desta quarta-feira (25), no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, localizado no Largo do Machado, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Segundo relatos obtidos com exclusividade, estudantes da unidade organizaram um abaixo-assinado pedindo o afastamento imediato de um professor que está sendo investigado por suposto assédio contra uma aluna da própria escola. A reivindicação era clara: que o docente fosse afastado enquanto o processo de apuração estivesse em andamento, garantindo segurança e tranquilidade para os alunos.
Para fortalecer o movimento, os estudantes acionaram a Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio (AMES-RJ), entidade reconhecida na defesa dos direitos estudantis. De acordo com os organizadores, a presença da associação estava respaldada por normas da própria Secretaria Estadual de Educação (SEDUC), além do direito garantido pela Lei do Grêmio Livre, que assegura a organização e manifestação estudantil dentro das escolas.
Apesar disso, a direção da unidade teria impedido a entrada dos representantes e acionado a polícia, alegando invasão. A chegada dos agentes marcou o início de uma cena de violência que revoltou alunos e testemunhas.
Ainda conforme os relatos, policiais agrediram estudantes que participavam pacificamente da mobilização. A presidente da AMES-RJ, Marisol Lopes, e o secretário da entidade, Teo, também foram alvo de agressões. Vídeos registrados no local mostram momentos de tensão e uso de força contra os jovens.
Após a confusão, os envolvidos foram encaminhados para a delegacia, onde prestam depoimento. O caso já mobiliza representantes políticos, equipes jurídicas e a imprensa, que acompanham de perto os desdobramentos.
A denúncia levanta questionamentos graves sobre a atuação da direção escolar, o uso da força policial em ambiente educacional e a proteção de estudantes que denunciam casos sensíveis como o assédio.
O episódio também reforça um alerta crescente: alunos que se organizam para denunciar abusos dentro das escolas estão sendo silenciados à força?
Até o momento, não houve posicionamento oficial detalhado da Secretaria Estadual de Educação nem da Polícia Militar sobre as agressões.
O caso segue em apuração.



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