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FAPERJ se prepara para o último dia da 78ª Reunião Anual da SBPC com programação voltada à divulgação científica e à formação de novos pesquisadores

31 de jul.
4 min de leitura

Fundação promove lançamentos de livros, apresenta pesquisas financiadas, participa da SBPC Jovem e reforça o compromisso de aproximar a ciência da sociedade no maior encontro científico da América Latina




NITERÓI - Às vésperas do encerramento da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) mantém uma programação diversificada voltada à divulgação científica, à valorização da produção acadêmica e ao incentivo à formação de novas gerações de pesquisadores. No estande institucional, a Fundação reúne lançamentos de livros, apresentações de pesquisas financiadas, palestras e ações de aproximação entre a ciência e a sociedade, reafirmando seu compromisso com o fortalecimento da pesquisa, da tecnologia e da inovação.


Entre os destaques da programação estão os lançamentos de obras contempladas pelo Edital de Apoio à Editoração e Publicação de Produção Científica, Tecnológica e de Inovação. Uma delas é “Design para a Inovação”, do professor Vicente Cerqueira, reconhecida no 36º Prêmio Museu da Casa Brasileira por sua contribuição ao debate sobre design e inovação.


Também integra a programação a coleção “Biomas Brasileiros”, voltada ao público infantojuvenil e escrita pelos biólogos Israel Felzenszwalb, Antonio Carlos de Freitas, Alexandre Santos de Alencar e Daniele Pedrosa Monteiro. A série apresenta, de forma lúdica e educativa, a biodiversidade dos seis biomas brasileiros. Os três primeiros volumes abordam a Mata Atlântica, o Cerrado e o Pantanal. Durante a SBPC, a FAPERJ também celebra o apoio à publicação do quarto volume, “O Boto-Rosa”, dedicado à Amazônia. A coleção será concluída com livros sobre a Caatinga e o Pampa e será distribuída em escolas públicas, incentivando a educação ambiental e despertando o interesse de crianças e adolescentes pela conservação da biodiversidade brasileira.


Outro destaque da programação é a entrega das carteiras oficiais dos programas Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE), iniciativa que simboliza o reconhecimento aos pesquisadores contemplados pela Fundação e fortalece a identidade da comunidade científica fluminense.


Entre os contemplados está o historiador Norberto Osvaldo Ferreras, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador da FAPERJ desde 2022. Seu projeto investiga os mecanismos de aliciamento e retenção de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão no Brasil contemporâneo. A pesquisa analisa como trabalhadores, principalmente imigrantes e pessoas em situação de vulnerabilidade, são atraídos por falsas promessas de emprego, contraem dívidas e têm seus documentos retidos pelos empregadores, permanecendo em condições de exploração.


“Nosso objetivo é compreender os mecanismos de aliciamento e retenção de trabalhadores para contribuir com os órgãos de fiscalização e repressão, oferecendo subsídios que ajudem a reduzir essa prática”, afirma Ferreras.


A programação do estande também reúne palestras de pesquisadores apoiados pela Fundação. A diretora Científica da FAPERJ, Eliete Bouskela, participa da agenda com a palestra “O financiamento da pesquisa da área da saúde”, destacando a importância do investimento público para o avanço da ciência e para a formação de novos pesquisadores.


*SBPC Jovem desperta o interesse de crianças e jovens pela ciência*


Além das atividades no estande institucional, a FAPERJ participa da SBPC Jovem, um dos espaços mais tradicionais de popularização da ciência da reunião anual. Em sua 33ª edição, a iniciativa reúne oficinas, experimentos, exposições interativas, rodas de conversa, apresentações culturais e atividades voltadas à formação científica de crianças e jovens.


Instalada em uma área de cerca de 2.400 metros quadrados, a Tenda SBPC Jovem foi concebida como uma “mini Cidade da Ciência”, reunindo universidades, centros de pesquisa e instituições dedicadas à divulgação científica. A programação dialoga com o tema da 78ª Reunião Anual da SBPC, “Ciência para Todos: Soberania, Desenvolvimento e Inclusão”, incentivando o pensamento crítico e aproximando a sociedade da produção científica nacional.


Segundo o coordenador da SBPC Jovem 2026, Luiz Andrade, a proposta é oferecer muito mais do que uma exposição científica.


“Queremos que os estudantes participem da ciência de forma ativa. A Tenda SBPC Jovem foi pensada como um espaço de convivência científica, onde crianças e jovens possam experimentar, questionar, trocar conhecimentos e perceber que a ciência faz parte do cotidiano. Nosso objetivo é fortalecer uma cultura científica cada vez mais inclusiva e cidadã.”


A curadoria reúne instituições como Fiocruz, UFRJ, IFRJ, Fundação Cecierj, Casa da Ciência (UFRJ), Casa da Descoberta e Labaciências (UFF), oferecendo uma programação diversificada voltada à formação de novos talentos para a ciência.


No espaço da FAPERJ, estudantes e visitantes conhecem editais, programas de fomento, livros apoiados pela Fundação e pesquisas desenvolvidas por instituições fluminenses, ampliando o diálogo entre a academia e a sociedade.


Para Luiz Andrade, a presença da Fundação fortalece a missão de aproximar a juventude da ciência.


“A participação da FAPERJ é estratégica porque demonstra, na prática, que investir em ciência significa investir nas pessoas. A Fundação aproxima os jovens do universo da pesquisa, apresenta oportunidades para futuros cientistas e reforça que o conhecimento produzido nas universidades tem impacto direto na sociedade.”


A 78ª Reunião Anual da SBPC segue até este sábado (1º), no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, reunindo milhares de pesquisadores, professores, estudantes e visitantes em torno da ciência, da tecnologia e da inovação. Ao longo da semana, a FAPERJ reafirma seu papel como uma das principais agências estaduais de fomento à pesquisa do país, aproximando o conhecimento científico da sociedade e incentivando a formação de futuras gerações de cientistas.

 
 
 

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