GOVERNO CAI ANTES DO JULGAMENTO: Cláudio Castro RENUNCIA ÀS VÉSPERAS DO TSE E ABRE CRISE POLÍTICA NO RJ
- jornal bilhões

- 23 de mar.
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Crédito Foto: Rafael Campos
O governo de Cláudio Castro chegou oficialmente ao fim nesta semana, em um movimento político cercado de tensão, estratégia e incertezas jurídicas. A renúncia foi formalizada hoje, na véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, onde o placar já está em 2 a 0 pela condenação do agora ex-governador por abuso de poder econômico e político.
O ato final de Castro no cargo foi um evento de despedida realizado no Palácio Guanabara, sede oficial do governo estadual. Nos bastidores, a leitura é de que a saída antecipada reflete o pessimismo da defesa diante do cenário no TSE, onde ainda restam cinco votos a serem proferidos.
Com a renúncia, o comando do estado passa interinamente ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, que assume o governo até a definição de um novo chefe do Executivo.
A sucessão ocorrerá por meio de eleição indireta, com votação restrita aos 70 deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O novo governador deverá ser escolhido no prazo de até um mês.
Paralelamente, uma nova legislação aprovada e sancionada pela ALERJ prevê que, após a renúncia, o governador em exercício tem até 48 horas para convocar uma eleição — ponto que pode gerar disputas jurídicas e políticas nos próximos dias. O prazo coloca pressão sobre a condução do processo por parte do Judiciário fluminense.
Nos bastidores de Brasília, aliados avaliam que a renúncia pode ser uma tentativa de reconfigurar a estratégia de defesa no TSE, sob o argumento de que Castro já não ocupa mais o cargo. No entanto, o Ministério Público Eleitoral também pede a inelegibilidade do ex-governador, o que, segundo especialistas, reduz significativamente o impacto prático da manobra.
Outro fator central é o projeto político de Castro: ele pretende disputar uma vaga no Senado. Para isso, poderia renunciar até o dia 4 de abril, mas antecipou o movimento diante do avanço do julgamento.
A decisão também evita um cenário ainda mais crítico: caso fosse cassado no cargo, poderia haver convocação de eleição direta extraordinária, o que retiraria do grupo político de Castro o controle sobre a sucessão no estado.
Agora, o Rio de Janeiro entra em um período de transição e incerteza, com articulações intensas nos bastidores e um tabuleiro político completamente redesenhado. O desfecho no Tribunal Superior Eleitoral ainda será determinante para o futuro político de Cláudio Castro — dentro e fora das urnas.




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