Mostra Orlando Senna chega à última semana na CAIXA CULTURAL com programação especial e destaque para sábado no Rio Evento se encerra no dia 10 de maio após série de encontros memoráveis que mobiliz
- jornal bilhões

- 5 de mai.
- 12 min de leitura

A mostra “Orlando Senna – Cinema, Brasil e América Latina” chega à sua última semana na CAIXA Cultural RJ colecionando momentos inesquecíveis. Uma programação à altura da história do homenageado, com destaque para o próximo sábado, 9 de maio.
Ao longo das últimas semanas, a mostra consolidou-se como um espaço de encontro e celebração entre público, cineastas, amigos, familiares, ex-alunos e admiradores, reafirmando a importância de Orlando Senna na construção do cinema brasileiro e latino-americano. Mais do que uma retrospectiva, o evento provocou debates sobre memória, identidade e os caminhos contemporâneos do audiovisual.
Nascido no interior da Bahia, em Afrânio Peixoto, distrito de Lençóis, Chapada Diamantina, em 1940, Orlando Senna construiu uma trajetória marcante no cinema, na literatura, no jornalismo, na formação de novas gerações de realizadores e na execução de políticas públicas para o audiovisual. Sua atuação atravessou diferentes áreas da cultura, consolidando-o como uma figura central do audiovisual.
Encontros e sessões que marcaram o público
A programação trouxe até o momento uma sequência de exibições de clássicos consagrados e premiados, conversas que ampliaram o olhar sobre o cinema como linguagem e como ferramenta de reflexão social. Sessões seguidas de debates, trocas com convidados e relatos de bastidores deram à mostra um caráter vivo, aproximando o público de quem pensa e faz cinema. Orlando Senna ainda comemorou seu aniversário de 86 anos na sala de cinema assistindo “Iracema, uma Transa Amazônica”, seu maior clássico cinematográfico.
Dentre as muitas personalidades que contribuíram para o sucesso da mostra e passaram pela CAIXA Cultural RJ estão o ator Antônio Pitanga, amigo e contemporâneo de Senna, a diretora e roteirista do documentário de abertura da mostra “Amor dentro da Câmera”, Jamille Fortunato, a deputada estadual Dani Balbi, o cineasta Eryk Rocha, filho de Glauber Rocha e Paula Gaitán, o diretor da ANCINE, Paulo Alcoforado, Jandira Feghali, deputada federal, o ator Bayard Tonelli, a dramaturga Manuela Dias, os cineastas Luiz Carlos Lacerda, Noilton Nunes e Octávio Bezerra, entre outros.
Sábado (9) concentra um dos pontos altos da mostra
O próximo sábado (9) reúne uma das agendas mais fortes desta reta final. Às 15h, será exibido “Coronel Delmiro Gouveia”, filme de Geraldo Sarno, com roteiro de Orlando Senna, seguido de bate-papo com a cineasta Alice de Andrade e Joaquim Assis, ampliando a discussão sobre cinema, história, memória e formação cultural. É esperada também a presença do cineasta Ruy Guerra, antigo parceiro e amigo de Orlando.
Às 18h, a sessão de “A Dívida da Vida”, de Octávio Bezerra, roteirizada por Orlando Senna dá sequência à programação.
Curadoria
A idealização e produção da mostra são da cineasta Diana Iliescu, formada em Cinema pela UFF, mestre em Memória Social pela UNIRIO e Secretária de Cultura da cidade de Petrópolis entre 2021 e 2024. A curadoria é assinada por Diana e Sol Moraes, formada em Cinema pela UFBA, sócia da Araçá Filmes e Presidente da Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural (CBDC). Sol é baiana de Lençóis, conterrânea de Orlando, produziu o seu filme mais recente “Longe do Paraíso” e está captando para o próximo, intitulado "Nós por Exemplo" sobre o mítico show realizado em 1962 em Salvador da Bahia.
Última chance para acompanhar a programação
Até o encerramento, no dia 10 de maio, o público ainda poderá conferir o catálogo digital da mostra e a exposição, que revisita a obra e o legado de Orlando Senna, bem como acompanhar uma seleção de filmes que percorrem diferentes momentos e olhares do cinema brasileiro:
• Terça (05/05)
• 16h: Cinema Novo + Memória do Sangue + Sabor a Mi
• 18h: Gitirana
• Quarta (06/05)
• 16h: Sol da Bahia (sessão com acessibilidade)
• 18h: O Lado Certo da Vida Errada
• Quinta (07/05)
• 16h: Brilhante
• 18h: Anjos de Ipanema
• Sexta (08/05)
• 16h: Diamante Bruto
• 18h10: O Rei da Noite
• Sábado (09/05)
• 15h: Coronel Delmiro Gouveia + debate
• 18h: A Dívida da Vida
• Domingo (10/05)
• 14h: Abrigo Nuclear |
• 16h: Ópera do Malandro
A mostra se despede deixando uma homenagem a este grande mestre que é Orlando Senna, além de reforçar na memória coletiva a importância do seu trabalho em diversas frentes.
SERVIÇO
Mostra ORLANDO SENNA - CINEMA, BRASIL E AMÉRICA LATINA
Local: CAIXA Cultural RJ – Unidade Passeio
Rua do Passeio, 38, Centro, Rio de Janeiro
Data: 21 de abril a 10 de maio de 2026
Consulte a programação completa e a classificação etária no link do evento site da CAIXA Cultural: www.caixacultural.gov.br
@caixaculturalrj
Entrada gratuita
Retirada de ingressos na bilheteria do cinema 30 min. antes de cada sessão Horários da bilheteria: terça a sábado, 13h às 19h, domingos e feriados, 13h às 18h.
Destaque: sábado, 9 de maio, 15h, com exibição de filme e bate-papo
Informações: (21) 3083-2595
Realização: Ginja Filmes & Produções
Crédito Fotos: Evaldo Macedo
@evaldomacedo
Apoio Cultural: CTAV
Parceria de Mídia: Rádio Antena 1
Patrocínio CAIXA e Governo do Brasil
Assessoria de Imprensa: Ronaldo Saldanha
📧 Email: ronaldosaldanhatv@gmail.com
📱 Telefone: 24 99302.3764
Biografia do homenageado
Orlando Senna construiu uma trajetória marcante no cinema, na literatura, no jornalismo, na formação de novas gerações de realizadores e na execução de políticas públicas para o audiovisual. Sua atuação atravessou diferentes áreas da cultura, consolidando-o como uma figura central do audiovisual brasileiro e latino-americano.
Como diretor e roteirista, Senna participou da criação de obras fundamentais do cinema brasileiro, entre elas Iracema – Uma Transa Amazônica, Diamante Bruto, Brascuba, Gitirana, Idade da Água, Sol da Bahia e Longe do Paraíso. Também assinou roteiros importantes para cinema e televisão, como O Rei da Noite, primeiro longa de Hector Babenco, Coronel Delmiro Gouveia de Geraldo Sarno, Ópera do Malandro de Ruy Guerra, Abrigo Nuclear de Roberto Pires, Sabor a Mi de Wolney Oliveira e O Lado Certo da Vida Errada de Octávio Bezerra, entre outros.
Seus filmes foram exibidos e premiados em alguns dos mais importantes festivais internacionais de cinema, incluindo Cannes, Taormina, Pésaro, Havana, Brasília e Rio de Janeiro. Pelo caráter inovador de Iracema – Uma Transa Amazônica, codirigido por Jorge Bodanzky, recebeu distinções como o Prix Georges Sadoul, na França, e o Grimme Prize, na Alemanha.
Além do cinema, Orlando Senna também desenvolveu uma sólida produção literária. É autor de livros como: Xana – violência internacional na ocupação da Amazônia (1979), Ares Nunca Antes Navegados (1984), Máquinas Eróticas (1985), Um Gosto de Eternidade (2006) e Os Lençóis e os Sonhos (2009). Sua atuação artística também se estendeu ao teatro, com a direção de cerca de trinta espetáculos na Bahia, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com destaque para montagens ligadas ao Teatro de Cordel.
Ao longo de sua trajetória institucional, Senna também ocupou posições estratégicas no desenvolvimento do audiovisual latino-americano. Foi diretor da Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños (EICTV), em Cuba — instituição da qual é um dos fundadores ao lado de Gabriel García Márquez e Fernando Birri – e Diretor do Centro de Dramaturgia do Instituto Dragão do Mar, em Fortaleza. Orlando foi também Secretário Nacional do Audiovisual e criador e Diretor-geral da TV Brasil, na gestão Gilberto Gil no Ministério da Cultura. Foi presidente da TAL – Televisión América Latina, diretor de programação do canal CINEBRASILTV, além de integrar o conselho da Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano e da Spcine.
Uma vida de muitos encontros e parcerias. Na virada dos anos 1950 para os 1960, o Brasil e, especialmente a Bahia, vive uma intensa efervescência cultural. É nesse ambiente de invenção e liberdade criativa que Orlando Senna se integra a uma geração extraordinária de artistas e intelectuais. Entre amigos e contemporâneos estavam nomes decisivos da cultura brasileira, como Glauber Rocha, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Tom Zé, João Ubaldo Ribeiro, Antônio Pitanga, entre outros protagonistas de uma revolução cultural que ajudou a redefinir os caminhos do cinema, da música, da literatura e do pensamento no Brasil.
Orlando acompanhou de perto o surgimento do Cinema Novo, um dos movimentos mais importantes da história do cinema latino-americano. Cinema feito com poucos recursos, mas com grande força política e estética. Temas ligados ao Brasil profundo: sertão, pobreza, ecologia, desigualdade e conflitos sociais.
A atuação de Orlando Senna, antes mesmo de dirigir filmes, como jornalista e crítico, escrevendo sobre cinema, política e cultura influenciou profundamente sua maneira de pensar o audiovisual. E, mais do que cineasta, ele ajudou a formar diversas gerações de profissionais do audiovisual brasileiro e latino americano nas experiências inovadoras da EICTV em Cuba e do Instituto Dragão do Mar, no Ceará. Por 20 anos, ministrou a Oficina de Roteiro Orlando Senna na sua cidade natal de Lençóis, na Bahia, formando mais de 200 alunos.
Seu filme de maior repercussão internacional, Iracema: Uma Transa Amazônica (1975), foi proibido pela ditadura militar brasileira. A obra mistura ficção e documentário para retratar a realidade da Amazônia durante a construção da rodovia Transamazônica. Por mostrar exploração social, prostituição, devastação ambiental e contradições do chamado “milagre econômico”, o filme foi considerado incômodo para o regime militar e acabou sendo censurado no Brasil por vários anos. Muitas cenas foram filmadas de forma quase documental, com personagens reais e situações espontâneas nas estradas da Amazônia, algo bastante inovador para a época. Apesar da proibição, a obra circulou no exterior e recebeu grande reconhecimento em festivais internacionais, tornando-se um clássico do cinema político latinoamericano.
Estórias como essa estão na mostra “Orlando Senna – Cinema, Brasil e América Latina” que estende uma homenagem à sua eterna companheira, Conceição Senna, falecida em 2020, com quem realizou muitas criações. Conceição, sua parceira de vida, além de ter atuado nas obras de Orlando, teve carreira solo como atriz, tendo trabalhado em mais de 20 filmes, com destaque para “Abrigo Nuclear” de Roberto Pires, “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” de Glauber Rocha e “Iracema, uma transa amazônica”, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Cinema de Brasília, além de ter atuado como documentarista realizando os filmes “Anjos de Ipanema”, “Brilhante” e “Memória do Sangue”, que serão exibidos na programação da mostra.
FILMES
CAVEIRA MY FRIEND
Ficção, 85 minutos, 35mm, P&B, 1968
Direção: Álvaro Guimarães
Produção Executiva e Produtor Associado: Orlando Senna
Elenco: Sônia Dias, Conceição Senna, Nonato Freire, Gó Muniz, Manoel da Costa (Caveirinha), Orlando Senna, Ivan Reis, Ricardo Petraglia, Nilda Spencer e Roberto Duarte.
Classificação Indicativa: 16 anos
Sinopse: Uma proposta radical de rompimento com os postulados do Cinema Novo, num filme de estrutura narrativa bastante livre. A partir da ação de um grupo de assaltantes, o diretor costura cenas que propõem a iconoclastia e o desbunde como formas de contestação à opressão da ditadura militar.
IRACEMA, UMA TRANSA AMAZÔNICA
Ficção, 108 minutos, 16mm ampliado para 35mm, cor, 1974
Uma produção Brasil / Alemanha
Produção: Stop Film / ZDF
Direção e Roteiro: Orlando Senna e Jorge Bodanzky
Elenco: Edna de Cássia, Paulo César Pereio, Conceição Senna, Rose Rodrigues.
Classificação Indicativa: 16 anos
Sinopse: A jovem Iracema (Edna de Cássia) e sua jornada pela Rodovia Transamazônica, uma estrada que, em 1974, simbolizava o otimismo da propaganda militar. Ao lado de Tião Brasil Grande (Paulo Cesar Pereio), ela embarca em uma jornada saindo das ruas de Belém e indo para o interior da floresta amazônica. Pelo caminho, o filme expõe as complexas dinâmicas de poder, a exploração e a violência que permeiam a região.
• Melhor Filme, Melhor Montagem, Melhor Atriz e Melhor Atriz coadjuvante
- Festival Brasília do Cinema Brasileiro (1980)
• Melhor Filme no Festival Figueira da Fox - Portugal (1976)
• Prix Jeune Cinéma - Semaine de la Critique / Festival de Cannes - França (1976)
• Melhor Filme no Festival Pesaro - Itália(1975)
• Prêmio Encomio Taormina, do Festival de Cinema de Taormina - Itália (1975)
• Prêmio Adolf Grimme-Preiss - Alemanha (1975)
• Prêmio Georges Sadoul - França (1975)
• Prêmio Especial Festival de Cannes - 12º Reencontre Film et Jeunesse / Rencontres Cinématographiques de Cannes (1978)
• Melhor Filme pela Associação dos Críticos Cinematográficos de Minas Gerais (1978)
GITIRANA
Ficção, 88 minutos, 16mm, cor, 1976
Uma produção Brasil / Alemanha
Produção: Stop Film, Coprodução: ZDF (TV Alemã)
Direção e Roteiro: Orlando Senna e Jorge Bodanzky
Elenco: Conceição Senna e habitantes de Juazeiro do Norte (CE), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE)
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: O dia-a-dia, sem poesia, do nordestino, contado com base em diversas estórias de cordel e ligadas entre si pela mesma personagem, cuja vida, de repente, sofre violenta modificação, tendo que se afastar de sua terra, quando da construção de uma gigante barragem.
• Selecionado para Quinzena dos Realizadores, Festival de Cannes - França (1976)
• Festival de Berlim (Berlinale) - Alemanha (1976)
O REI DA NOITE
Ficção, 89 minutos, 35mm, cor, 1975
Companhias produtoras: H. B. Filmes, José Pinto Produções Cinematográficas
Direção: Hector Babenco
Roteiro: Orlando Senna e Hector Babenco
Elenco: Paulo José, Marília Pêra, Vic Militello, Cristina Pereira, Emílio Fontana,
Isadora de Faria, Iara Amaral, Márcia Real, Ivete Bonfá e grande elenco Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: Na São Paulo dos anos 1940, Tezinho cresce entre a decadência da família e o fascínio pela noite. Após perder a noiva Aninha para uma doença misteriosa, abandona estudos e trabalho e se entrega à boemia: frequenta bares esfumaçados, apaixona-se pela cantora de cabaré Pupi e se envolve com as três filhas de uma amiga de sua mãe. Entre serenatas, ciúmes, brigas domésticas e pequenos fracassos, tenta conciliar desejo, culpa e a ilusão de uma vida respeitável. Nessa crônica afetiva da cidade, Babenco acompanha a formação desse anti-herói romântico à deriva na noite paulistana, dividido entre a promessa do amor e o peso das convenções sociais.
• Prêmio de Melhor Ator para Paulo José no papel de Tertuliano - Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (1975)
• Prêmio adicional de qualidade do INC – Instituto Nacional de Cinema (1976)
CORONEL DELMIRO GOUVEIA
Ficção, 90 minutos, 35mm, cor, 1977
Produção: Saruê Filmes
Direção: Geraldo Sarno
Argumento e Roteiro: Orlando Senna e Geraldo Sarno
Elenco: Rubens de Falco, Isabel Ribeiro, Sura Berdichevski, José Dumont, Jofre Soares, Nildo Parente, Conceição Senna, Álvaro Freire, Harildo Deda e grande elenco.
Classificação Indicativa: 12 anos
Sinopse: Delmiro Gouveia, rico comerciante e exportador do Recife, sofre perseguições políticas. Seu estilo arrojado e aventureiro lança contra ele muitos inimigos, inclusive o Governador do Estado de Pernambuco que manda incendiar o grande mercado do Derby, criado por Delmiro Gouveia. Falido e perseguido, Delmiro refugia-se no sertão, onde recomeça sua atividade de exportador de couros e monta uma fábrica de linhas de costura, aproveitando a energia elétrica de uma usina que constrói na cachoeira de Paulo Afonso. A Grande Guerra de 1914, impedindo a chegada dos produtos ingleses à
América do Sul, garante a Delmiro a conquista desse mercado. Os ingleses da Machine Cottons, ex-senhores absolutos desse mercado, tentam negociar a situação, mas Delmiro nega-se a vender ou associar-se.
• Prêmio Especial Air France de Cinema (1979)
• Selecionado para a Mostra “Un Certain Regard” do Festival de Cannes - França (1978)
• Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora - Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (1978)
• Melhor Diretor - Troféu Prêmio Golfinho de Ouro, pelo Estado do Rio de Janeiro (1979)
• Grande prêmio Coral no Festival Internacional do Nuevo Cinema Latinoamaricano, Havana - Cuba (1979)
• Prêmio São Saruê – Federação de Cineclubes do Estado do Rio de
Janeiro (1979)
DIAMANTE BRUTO
Ficção, 101 minutos, 35mm, cor, 1977
Produção: Pilar Filmes, Coprodução: Embrafilme
Direção e Roteiro: Orlando Senna
Elenco: José Wilker, Gilda Ferreira, Conceição Senna, Wilson Melo, Ademário Rufino, Gilma Natália, Grimaldo Veiga e o povo de Lençóis.
Classificação Indicativa:14 anos
Sinopse: Após 20 anos de ausência, o astro de TV José de Castro retorna à sua terra natal - Lençóis - e reencontra Bugrinha, seu amor de infância. Os dois se amam, mas ela recusa compromissos, expondo as diferenças e obstáculos que existem entre eles. José mantém encontros secretos com Rita, mulher de um exmatador. O astro interessa-se pelos problemas dos garimpeiros locais, pobres e explorados, que ainda acreditam em deuses do Jarê, culto sincrético afrocaboclo-católico para o qual os diamantes têm donos pré-determinados e só se revelam para eles.
• Prêmio Especial do Júri na categoria de Atriz Revelação para Gilda Ferreira - Festival de Gramado (1978)
• Festival Internacional de Cinema de Locarno - Suiça (1978)
ABRIGO NUCLEAR
Ficção, 85 minutos, 35mm, cor, 1981
Produção: Bahia Filmes, Iglu Filmes Produções
CoProdução: Sani filmes, Embrafilme
Direção: Roberto Pires
Roteiro: Orlando Senna e Roberto Pires
Elenco: Conceição Senna, Norma Benguel, Sasso Alano, Bárbara Bittner, Sandra Valença, Salatiel Beltrão, Antonio Fontana, Renato Lavigne, Nonato Freire, Maria Teresa Soares, Marília Araújo e grande elenco.
Classificação Indicativa: 10 anos
Sinopse: No futuro, no interior de um abrigo nuclear subterrâneo, construído para preservar o gênero humano da radiação ionizante, que contaminou a superfície, seus habitantes vivem sob um forte regime cibernético-nuclear, controlado pelo comandante Avo e seus seguidores. Inconformados com a autoridade de Avo, a geóloga Lix e um grupo de dissidentes elaboram o projeto Alfa, que prevê a volta do ser humano à superfície. Ao constatar a saturação de um depósito de lixo atômico, o operador Lat alerta para o iminente desastre e é destituído do seu posto por Avo. O projeto Alfa é colocado em prática começando com a revelação do passado a Lat, registrado em um memorizador. Lat sobe à superfície e vai viver numa praia, levando o memorizador. Um tempo depois, o operador Ro vai à superfície, encontra Lat, que já contaminado pela radiação, lhe dá o memorizador com as informações sobre o passado. De volta ao abrigo, Ro entrega a Avo um memorizador em branco, indo o verdadeiro para nas mãos de Lix. Ro é preso, enquanto as informações do passado entram no vídeo de todo o abrigo.
International Uranium Film Festival (Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear) Museu de Arte Moderna / Rio de Janeiro (2012)
FESTIVIAI
ÓPERA DO MALANDRO
Ficção, 107 minutos, 35mm, cor, 1986
Produção: Embrafilme, Coprodução: MK-2 Production, TF-1 Films Production,
Ministério da Cultura da França
Direção: Ruy Guerra
Roteiro: Orlando Senna, Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra
Elenco: Edson Celulari, Cláudia Ohana, Elba Ramalho, Nei Latorraca, Fábio
Sabag, Wilson Grey, Cláudia Gimenez, Andréia Dantas, Ilva Niño, Djanane Machado, Kátia Bronstein, Lut



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