No Circo, a maternidade vira espetáculo: artistas celebram o Dia das Mães entre palcos, filhos e tradição
- jornal bilhões

- 10 de mai.
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Profissionais do Circo Spacial vivem a maternidade em cena e nos bastidores, mostrando que a vida circense é construída em família e que o Dia das Mães ganha um brilho especial sob a lona
O Dia das Mães no circo sempre foi uma data de casa cheia. Muitos filhos levam suas mães para assistir ao espetáculo que, para muitos, se transforma em uma “memória eterna”. Neste ano, o Circo Spacial reforça esse laço convidando o público para comemorar a data no mês de maio, celebrando a emoção que só o circo é capaz de proporcionar.
Entre as artistas que dão vida ao espetáculo está Rane do Vale, equilibrista e mãe de Benjamim, um adolescente que também participa da apresentação e faz uma aparição especial no final. No universo circense, essa passagem de conhecimento acontece naturalmente: desde cedo, as crianças crescem dentro da lona, aprendendo a brincar, ensaiar, observar e, pouco a pouco, ocupar o palco ao lado dos pais.
A diretora do espetáculo, Margareth Querubin, equilibra a gestão artística com a rotina com a maternidade. Sua filha, Liriel, faz o número de bambolê e a outra, Poema, estudou relações internacionais e mora no Japão atualmente. Paloma Rigolleto com o Bebê José Luiz , é artista dos tecidos aéreos.Já Maristela, responsável pelas vendas, também carrega o brilho do picadeiro no sangue: ex-artista, mãe de Jessica artista que apresenta no número de rede a toda altura e do Palhaço Roger. Juntas, representam a força das mulheres que vivem o circo como profissão, herança e amor.
O circo, afinal, sempre foi um grande grupo de famílias. E essa tradição também marca a história de Marlene Querubin, idealizadora do Circo Spacial. Seus filhos, Jacson que deu nome ao Circo, e Peterson, conhecido como Pepé
cresceu sob a lona, começou pelo trapézio e, por conta da altura, migrou para a arte do palhaço, especialidade que desenvolveu com estudo, silêncio e precisão física, representando o Brasil em festivais internacionais. Aprendeu no dia a dia, especialmente com o tio palhaço, e fez a própria escolha de seguir a carreira.
Para Marlene, a maternidade dentro do circo tem particularidades únicas:
“No circo, a mulher consegue estar mais próxima dos filhos devido à carga horária diferenciada. Como os artistas moram no próprio local, é possível acompanhar o desenvolvimento escolar, ir e voltar, estar presente. Durante os espetáculos, a mãe pode retornar para casa, acompanhar a formação pedagógica e também a formação artística da criança.”
Neste mês de celebração do Dia das Mães, o Circo Spacial celebra essas histórias de amor, dedicação e continuidade. Sob a lona, cada número é mais do que um espetáculo, é um legado passado de mãe para filho, de geração para geração.
Saiba mais Instagram: @circospacialoficial




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