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Obra de engorda da praia de Itapoá avança em ritmo acelerado e deve ser concluída em outubro


*Uma das maiores em andamento no Brasil, intervenção utiliza sedimentos da dragagem do Canal da Baía da Babitonga para ampliar a faixa de areia*


A recuperação e ampliação da faixa de areia da Praia de Itapoá, em Santa Catarina, já alcançou cerca de 88% de execução e se consolida como uma das maiores intervenções costeiras em andamento no Brasil, com investimentos da ordem de R$ 333 milhões. Integrada ao projeto de dragagem de readequação e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, a obra reúne benefícios ambientais, econômicos e logísticos para toda a região Norte de Santa Catarina.

Segundo o engenheiro Alexandre Dubiel Germano, diretor técnico da GEPLAN, empresa líder do consórcio responsável pelo apoio à fiscalização da obra, a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga também segue em ritmo acelerado e registra cerca de 61% de execução. “A intervenção tem como objetivo ampliar a capacidade operacional dos portos da região, aumentar a segurança da navegação e fortalecer a competitividade logística catarinense”, informa.


*Benefícios para infraestrutura, turismo e economia*


A importância da obra vai além da recuperação da faixa de areia, diz o prefeito de Itapoá, Jeferson Garcia. O aprofundamento do canal permitirá a operação de embarcações de maior porte, ampliando a capacidade logística dos portos instalados na região da Baía da Babitonga, entre eles o porto de São Francisco do Sul e o porto de Itapoá.

Os reflexos da obra deverão ser percebidos em setores como turismo, comércio, serviços e mercado imobiliário, que tendem a ser beneficiados pela valorização da orla e pelo fortalecimento da economia local.

“Esta é uma megaobra que impacta diretamente tanto a Itapoá portuária quanto a Itapoá balneária. Além de trazer mais segurança para o nosso litoral, fortalece a economia, impulsiona o turismo, valoriza o mercado imobiliário e amplia a atração de investimentos. Com essa transformação, Itapoá consolida seu potencial de crescimento e se firma cada vez mais como um destino turístico de excelência e, também, como uma cidade propícia para investimentos e geração de empregos", diz o prefeito.


*Solução une dragagem e recuperação da orla*


Estudos ambientais possibilitaram desenvolver uma solução que aproveita o material dragado para recompor trechos da costa afetados pela erosão. De acordo com Germano, que coordena os serviços da GEPLAN na região, a iniciativa permite atender duas demandas importantes em uma única operação. “Durante o desenvolvimento do projeto, identificou-se que parte significativa do material a ser dragado apresentava características granulométricas compatíveis com a areia existente nas praias de Itapoá. A partir dessa constatação, foi concebida uma solução de reaproveitamento benéfico dos sedimentos dragados”, afirma.

O resultado é a recuperação de mais de oito quilômetros da orla do município, trazendo benefícios para moradores, visitantes e para o próprio ecossistema costeiro. O projeto inclui também o plantio de cerca de 280 mil mudas de vegetação de restinga para fixar as dunas e proteger a nova orla.


*Monitoramento ambiental acompanha toda a intervenção*


Outro diferencial do empreendimento é a implantação de um amplo programa de monitoramento ambiental. “O acompanhamento inclui parâmetros oceanográficos, ambientais e morfológicos da praia, permitindo avaliar os resultados da intervenção ao longo do tempo”, afirma o coordenador.

Com isso, a obra representa um exemplo de integração entre desenvolvimento econômico e gestão ambiental, ao utilizar de forma planejada os sedimentos provenientes da dragagem para recuperar uma área historicamente impactada pela erosão costeira.


*Tecnologia contribui para o andamento dos trabalhos*


Um dos fatores que contribuíram para o ritmo dos trabalhos foi a mobilização da draga Galileo Galilei, equipamento de grande porte reconhecido internacionalmente por sua capacidade operacional.

A embarcação possui sistemas avançados de posicionamento e monitoramento, além de elevada capacidade de sucção, transporte e bombeamento de sedimentos. “Essas características permitem maior produtividade e maior controle da deposição do material na faixa de praia, contribuindo diretamente para a qualidade da execução e para o cumprimento do cronograma previsto”, destaca Germano.

Com os ajustes realizados no planejamento executivo e a utilização da draga — que voltou a operar recentemente após parada para revisão técnica obrigatória —, a previsão atual é que o empreendimento seja concluído em outubro de 2026. Podcast edinhotaon/ Edno Mariano

 
 
 

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