top of page

PRAIAS IMPRÓPRIAS| Quase metade das praias do Rio está imprópria para banho no início do inverno; especialistas alertam para riscos após chuvas


O primeiro fim de semana do inverno de 2026 começa com um alerta importante para moradores e turistas que pretendem aproveitar o litoral carioca. Levantamento divulgado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) aponta que praticamente metade das praias monitoradas na cidade do Rio de Janeiro apresenta condições inadequadas para banho.


Segundo o boletim semanal de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (19), 11 praias foram classificadas como impróprias, enquanto outras dez permanecem liberadas para os banhistas. O resultado reflete os impactos das chuvas registradas ao longo dos últimos dias, que influenciam diretamente a qualidade da água e aumentam os riscos à saúde dos frequentadores.


A chegada do inverno costuma reduzir o movimento nas praias, mas os períodos de sol e temperaturas mais amenas continuam atraindo milhares de pessoas para a orla carioca, especialmente aos fins de semana.


Como funciona a análise da balneabilidade


O monitoramento realizado pelo Inea avalia a presença de bactérias indicadoras de contaminação por esgoto doméstico e outros resíduos lançados em rios, canais e galerias pluviais que deságuam no mar.


A classificação das praias segue critérios estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determina os parâmetros de qualidade da água destinados à recreação de contato primário, como banho, mergulho e atividades esportivas.


Quando os índices de contaminação ultrapassam os limites considerados seguros, a praia é classificada como imprópria. Nesses casos, o contato com a água pode aumentar o risco de problemas de saúde, como gastroenterites, infecções de pele, conjuntivites e doenças respiratórias.


Praias liberadas seguem atraindo banhistas


Entre as praias consideradas próprias para banho estão alguns dos destinos mais procurados da Zona Oeste e da Zona Sul da capital.


De acordo com o boletim, os banhistas podem frequentar normalmente Grumari, Prainha, Recreio dos Bandeirantes, Joatinga, Pepino, Arpoador, Copacabana, Leme e Praia Vermelha.


Na Barra da Tijuca, a situação é considerada favorável na maior parte da orla. As únicas exceções são os trechos localizados nas proximidades do 2º Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros e da região do Quebra-Mar, em frente à Rua Sargento João de Faria, onde os índices de qualidade da água permanecem acima dos limites recomendados.


Zona Sul concentra parte dos pontos críticos


Entre as praias classificadas como impróprias estão alguns dos cartões-postais mais conhecidos da cidade.


A lista inclui Barra de Guaratiba, Pontal de Sernambetiba, São Conrado, Vidigal, Leblon, Ipanema, Praia do Diabo, Urca, Botafogo, Flamengo e Glória.


Especialistas apontam que muitos desses locais sofrem influência direta da drenagem urbana e da chegada de águas provenientes de canais e rios que atravessam áreas densamente povoadas. Durante períodos de chuva intensa, a quantidade de resíduos transportados para o mar aumenta significativamente, comprometendo a qualidade da água.


As praias localizadas em enseadas fechadas, como Botafogo e Flamengo, costumam apresentar maior dificuldade de renovação das águas em comparação com áreas de mar aberto, tornando-se mais suscetíveis à contaminação.


Situação em Niterói apresenta cenário mais favorável


O boletim também avaliou as condições das praias de Niterói, que registraram um cenário relativamente melhor.


Foram consideradas próprias para banho as praias da Boa Viagem, Eva, Adão, Piratininga, Sossego, Camboinhas, Itaipu e Itacoatiara, destinos bastante procurados por praticantes de esportes aquáticos e frequentadores da Região Oceânica.


Por outro lado, alguns trechos da Praia de Icaraí permanecem impróprios, especialmente nas proximidades da Pedra de Itapuca e em frente às ruas Otávio Carneiro e Mariz e Barros.


Já as praias do Gragoatá, Flechas, São Francisco, Charitas e Jurujuba seguem sem recomendação para banho devido aos índices de contaminação identificados nas análises mais recentes.


Chuvas continuam sendo principal fator de risco


O Inea reforça que a população deve evitar entrar no mar principalmente nas 24 horas seguintes à ocorrência de chuvas, período em que aumenta significativamente o volume de poluentes carregados pelas galerias pluviais e pelos cursos d'água que desembocam no litoral.


Além da recomendação de observar as placas instaladas nas praias, o instituto orienta os banhistas a consultarem regularmente os boletins de balneabilidade, atualizados semanalmente.


A medida é considerada fundamental para reduzir riscos à saúde e garantir que moradores e turistas possam aproveitar o litoral fluminense com segurança, especialmente durante os períodos de maior instabilidade climática, quando a qualidade da água pode mudar rapidamente de uma semana para outra. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação*
bottom of page