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Preso um dos participantes de ataque à delegacia de Caxias. Quadrilha extorque moradores e explora internet

Policiais civis da 60ª DP (Campos Elíseos) e da 66ª DP (Piabetá) prenderam, nesta terça-feira (28/04), o criminoso apontado como braço direito do narcoterrorista Joab da Conceição Silva. As investigações indicam que ele participou do ataque à 60ª DP, em 2025. Ele foi capturado na Comunidade do Barro Branco, em Duque de Caxias.



Identificado como Edward Yuri Correia Santana e conhecido como “Brinquedo”, o preso é apontado como um dos envolvidos na tentativa de resgate de detidos na unidade policial, em fevereiro do ano passado. Segundo os agentes, ele integra o núcleo de confiança de Joab da Conceição Silva, liderança do Comando Vermelho responsável por ordenar e coordenar a ação criminosa.



Após trabalho de inteligência, com cruzamento de dados e diligências de campo, os agentes localizaram o criminoso em uma residência na região. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão preventiva. As investigações prosseguem para identificar e capturar todos os envolvidos no ataque.


Por falar em Joab, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) ofereceu denúncia à Justiça contra 28 integrantes da facção Comando Vermelho que atuam em comunidades de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.


A pedido do MPRJ, o Juízo da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital expediu 28 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos nesta terça-feira (28/04), pela Polícia Civil. 


As ordens judiciais da Operação Hemostase são cumpridas em diferentes bairros da capital e nas cidades de Duque de Caxias, Cabo Frio, São Gonçalo e Paraty, incluindo buscas em duas empresas provedoras de internet ligadas ao Comando Vermelho. A ação penal aponta que Joab da Conceição Silva, o Joab, é a principal liderança da facção criminosa em Duque de Caxias. Também figuram como lideranças locais Thiago Barbosa Conrado, vulgo Taz, e Carlos Henrique Santos de Araújo, o CH. 


De acordo com o GAECO/MPRJ, as investigações revelaram que a atuação da facção há muito já se expandiu para além dos limites do tráfico de entorpecentes. O grupo também está envolvido em roubos de veículos e cargas, além de manter um esquema permanente de extorsão contra moradores das comunidades, obrigados a contratar serviços prestados por pessoas ligadas à organização criminosa.


Para tanto, ainda segundo a denúncia, a atuação do grupo criminoso em Duque de Caxias está estruturada em quatro núcleos distintos: venda de drogas, roubo de veículos e cargas, exploração ilegal de serviços e lavagem de dinheiro.

A pedido do GAECO/MPRJ, a Justiça também determinou o bloqueio patrimonial de R$ 3,5 milhões em valores, além do sequestro de automóveis, uma moto aquática, dois imóveis e quatro empresas.



 
 
 

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