Recomposição salarial: Eu não cedi até agora e não vou ceder”, afirmou o governador Cláudio Castro
- jornal bilhões

- 5 de mar.
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O governador Cláudio Castro voltou a endurecer o discurso diante das cobranças dos servidores públicos do Rio de Janeiro por recomposição salarial. Em declaração firme, o chefe do Executivo deixou claro que não pretende recuar.
“Eu não cedi até agora e não vou ceder”, afirmou o governador ao comentar as pressões por reajuste.
A fala cai como uma bomba no funcionalismo estadual, que há anos reivindica a reposição das perdas salariais provocadas pela inflação acumulada. Sindicatos já articulam mobilizações e protestos, acusando o governo de ignorar a situação financeira de milhares de trabalhadores do estado.
Nos bastidores políticos, a declaração também ganha peso porque Cláudio Castro deve deixar o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. A saída antecipada abre espaço para um cenário de forte tensão entre o Palácio Guanabara e as categorias do serviço público.
Com a decisão, servidores afirmam que o governo encerra o mandato sem apresentar qualquer proposta concreta de recomposição salarial, ampliando o desgaste político às vésperas da corrida eleitoral.
Nos corredores da Assembleia Legislativa, parlamentares já falam em clima de crise entre o governo e o funcionalismo, enquanto lideranças sindicais prometem intensificar a pressão nas ruas.
O embate promete marcar os últimos meses da gestão de Cláudio Castro à frente do Governo do Estado do Rio de Janeiro — e pode virar um dos temas mais sensíveis da disputa pelo Senado.




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