Tactel, dry fit ou moletom: qual é o melhor tipo de roupa para utilizar nos treinos?
- jornal bilhões

- 24 de abr.
- 4 min de leitura

Especialista traz dicas para montar visuais que assegurem conforto e melhor desempenho durante a prática de atividades físicas
Seja na academia logo cedo, em uma corrida no parque ao fim da tarde ou em treinos funcionais ao ar livre, a escolha da roupa faz parte da preparação de quem pratica atividades físicas. Em meio a rotinas cada vez mais voltadas ao bem-estar e ao movimento, o vestuário esportivo passou a influenciar diretamente na experiência do treino. Tecidos como tactel, dry fit e moletom estão entre os mais presentes nesse universo, cada um com características específicas que impactam no conforto, na respirabilidade e até no desempenho durante o exercício.
Essa transformação também acompanha um fenômeno que ganhou força nos últimos anos: o athleisure. A tendência, que mistura elementos da moda esportiva com o guarda-roupa casual, levou peças originalmente pensadas para o treino para as ruas, aeroportos, cafés e compromissos do dia a dia. Leggings, conjuntos esportivos, jaquetas corta-vento e moletons passaram a ser incorporados a produções urbanas, reforçando a ideia de que funcionalidade e estilo podem caminhar lado a lado.
Nesse cenário, o vestuário esportivo passou por uma evolução, que incorpora modelagens mais modernas, paletas de cores versáteis e tecidos de maior qualidade, transformando roupas de treino em peças-chave para uma rotina dinâmica.
Segundo Rogerio Zorzetto, CEO da Prioridade 10, rede de varejo especializada em vestuário, o consumidor atual busca exatamente esse equilíbrio entre desempenho e estilo. “O público passou a olhar para o vestuário esportivo de forma mais completa. As pessoas querem roupas que funcionem bem durante o treino, mas que também tenham um visual atual e possam ser usadas em outros momentos do dia”, explica.
Entre os materiais mais utilizados na moda esportiva está o dry fit, desenvolvido com fibras sintéticas e tecnologia que facilita a evaporação do suor. Esse processo ajuda a manter o corpo mais seco mesmo em treinos intensos ou prolongados, contribuindo para o controle da temperatura corporal e para uma sensação maior de conforto.
Por essa razão, o tecido aparece com frequência em peças pensadas para atividades que exigem maior esforço físico. Camisetas e regatas estão entre as opções mais populares tanto no vestuário masculino quanto no feminino, justamente por favorecerem a ventilação e evitarem o acúmulo de suor.
No guarda-roupa feminino, também são comuns as baby looks esportivas, com modelagem mais ajustada ao corpo e tecidos leves que acompanham os movimentos. Elas costumam ser combinadas com leggings, shorts de compressão ou saias-shorts esportivas.
Entre os homens, as camisetas de modelagem regular ou oversized são presença constante nos treinos de musculação, funcional e corrida. As regatas também aparecem com frequência, principalmente em atividades que exigem maior amplitude de movimento dos braços, como levantamento de peso ou treinos de alta intensidade.
Os shorts esportivos também aparecem como peças-chave nesse universo. No público masculino, as bermudas acima do joelho em tecidos leves são bastante utilizadas em corridas, exercícios aeróbicos e treinos de mobilidade. Já no vestuário feminino, shorts curtos ou de comprimento intermediário aparecem em diferentes propostas, desde modelos mais ajustados até versões com sobreposição de tecidos, tendência que une funcionalidade e estética.
Outro material bastante presente na moda esportiva é o tactel, conhecido pela leveza, pela secagem rápida e pela boa ventilação. O tecido costuma aparecer em peças que priorizam mobilidade e liberdade de movimento, como é o caso de shorts e bermudas, comuns em corridas, caminhadas e esportes recreativos, justamente por serem leves e não limitarem os movimentos. Em muitos casos, essas peças possuem cós elástico e modelagem mais solta, garantindo conforto mesmo durante treinos prolongados.
No vestuário feminino, o tactel também aparece em bermudas com recortes laterais e detalhes funcionais, além de jaquetas leves que podem ser usadas como sobreposição. Já entre os homens, as bermudas nesse material são populares em treinos ao ar livre e em atividades esportivas como corrida, futebol e beach tennis.
Já o moletom ocupa um lugar especial dentro desse universo híbrido entre esporte e moda. Tradicionalmente associado ao conforto, ele se consolidou como uma peça essencial tanto para o aquecimento antes do treino quanto para composições casuais do dia a dia.
Casacos, hoodies e calças de moletom funcionam como camadas extras de proteção térmica, especialmente em treinos realizados em dias mais frios ou em ambientes externos. Durante a atividade física, essas peças podem ser utilizadas nas primeiras etapas do treino e retiradas conforme o corpo aquece.
Nesse contexto, as sobreposições se tornaram uma opção de destaque para compor looks esportivos versáteis. Camisetas, baby looks ou regatas em tecidos tecnológicos podem ser combinadas com jaquetas leves, moletons ou corta-ventos, criando camadas que se adaptam às variações de temperatura ao longo do dia.
Para Zorzetto, essa versatilidade é um dos fatores que explicam a expansão do vestuário esportivo para além das academias. “As roupas de treino passaram a acompanhar diferentes momentos da rotina. Muitas pessoas saem de casa já vestidas para praticar atividade física ou usam essas peças ao longo do dia, então conforto, praticidade e estilo se equilibram em um visual prático e funcional”, afirma.




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