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Alta exigência no mercado fitness impulsiona o setor wellness que movimenta US$ 548 bilhões

20 de jul.
3 min de leitura

Badauê parte da cultura brasileira como matéria-prima para o branding

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial em número de academias, com mais de 64 mil empresas ativas no setor de condicionamento físico, de acordo com dados do Sebrae. Acompanhando essa tendência, arquitetura voltada ao bem-estar tornou-se um dos segmentos de maior crescimento da economia global, impulsionando uma nova geração de projetos de hotelaria, empreendimentos de alto padrão e espaços voltados à saúde e à qualidade de vida. Segundo o Global Wellness Institute (GWI), o segmento de Wellness Real Estate movimentou cerca de US$ 548 bilhões em 2024 e registra crescimento médio anual de 19,5% desde 2019, consolidando-se como um dos mercados mais dinâmicos da economia do bem-estar.

No Brasil, essa transformação ganha força à medida que hotéis, empreendimentos imobiliários e espaços de experiências incorporam conceitos como design sensorial, biofilia, iluminação circadiana e integração com a natureza para criar ambientes que promovem equilíbrio físico, emocional e social. Embora muitas dessas iniciativas tenham como referência modelos internacionais, um movimento começa a ganhar espaço ao utilizar a identidade cultural brasileira como elemento de diferenciação.

"Enquanto muitos projetos de wellness buscam inspiração em referências internacionais, a Badauê parte da cultura brasileira como matéria-prima para o branding, a arquitetura da marca e a experiência sensorial. Nossa proposta é traduzir a brasilidade em uma linguagem contemporânea, sofisticada e capaz de gerar pertencimento", afirma Natália Lucas, CEO e diretora criativa da Badauê Plataforma de Inovação Cultural.

Nesse contexto, a plataforma apresentou uma abordagem pioneira ao transformar a brasilidade em ativo estratégico para a construção de marcas e experiências premium. A proposta foi materializada na criação da AVVA House, em Florianópolis, um conceito de Wellness House inspirado no modelo de Third Space (Terceiro Espaço), que integra saúde, bem-estar, convivência e cultura em um ambiente concebido para ir além das academias tradicionais.

Para estruturar o projeto da AVVA, a Badauê participou desde a definição do conceito, posicionamento e naming até a criação de três obras proprietárias: o Livro da Alma, o Livro da Marca e o Livro da Voz. Juntos, esses instrumentos formaram uma arquitetura de branding sensível e estratégica, conferindo à AVVA House uma identidade verbal própria e consistente dentro do mercado brasileiro de bem-estar.

A brasilidade que tem raízes locais e design sensorial

Instalada em uma casa histórica onde funcionava uma antiga fábrica de rendas em Florianópolis, cercada pelo mar e pela paisagem característica da ilha, a AVVA House teve sua narrativa inspirada pela fluidez das águas, pelo ritmo das marés e pela exuberância da vegetação local. O projeto da Badauê se equilibra na tecnologia, natureza e acolhimento. Por meio de cores terrosas, texturas orgânicas e elementos visuais inspirados na paisagem brasileira, um ambiente de alta performance tecnológica ganha uma atmosfera mais humana, sensorial e sofisticada.

Na identidade visual, a Badauê aplicou sua metodologia de inovação cultural para transformar elementos da cultura, da paisagem e dos modos de vida brasileiros em ativos estratégicos de posicionamento. O resultado é uma marca alinhada às novas demandas do mercado global, que busca autenticidade, pertencimento e experiências com significado.

Mais do que acompanhar a expansão do mercado de wellness, a Badauê propõe uma nova leitura desse movimento: demonstra que a brasilidade pode deixar de ser apenas uma referência estética para tornar-se um ativo estratégico na criação de experiências premium, capazes de diferenciar marcas em um mercado cada vez mais orientado pela economia do bem-estar.

"A identidade visual revela a fluidez do movimento, a organicidade das texturas naturais e a serenidade da luz, evocando o bem-estar como experiência estética e vital. Dialogamos entre pedras que simbolizam estabilidade, folhas que remetem à regeneração e a areia moldada pelo tempo", explica Natália Lucas, CEO e diretora criativa da Badauê.

Essa bússola identitária orientou todas as etapas da construção da marca, influenciando desde o recrutamento da equipe até o alinhamento do projeto arquitetônico desenvolvido pela arquiteta Patricia Lobato, em parceria com a Fitness Solutions. "As raízes históricas de Florianópolis se conectam com a atualidade, abrindo espaço inclusive para exposições de artistas locais", complementa Mozart Rodrigues.

 
 
 

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