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Castro nomeou rede de fantasmas ligada a deputado aliado de Douglas Ruas na Baixada

Enquanto milhares de servidores do Governo do Estado do Rio cumpriam expediente, William Alves de Souza Júnior, conhecido como William Bomba, de 42 anos, trabalhava normalmente em seu lava-jato no Centro de Nova Iguaçu. O detalhe é que ele havia sido nomeado pela gestão do ex-governador Cláudio Castro para um cargo na Secretaria da Casa Civil, com salário de aproximadamente R$ 10 mil.


Segundo investigação publicada pelo jornalista Ruben Berta, pelo menos 24 pessoas ligadas diretamente ao deputado estadual Felipinho Ravis ou a aliados políticos dele foram nomeadas para cargos na Casa Civil em um intervalo de apenas uma semana, entre fevereiro e março de 2026. Somente os salários pagos em março para esse grupo ultrapassaram R$ 260 mil.


A reportagem aponta que as nomeações ocorreram justamente durante o período em que avançavam investigações relacionadas ao escândalo do Ceperj. O parlamentar, considerado um dos principais nomes políticos de Nova Iguaçu, passou a ser apontado como um dos principais aliados na Baixada Fluminense do presidente da Alerj, Douglas Ruas.


Durante entrevista ao jornalista, William confirmou ter sido indicado por um assessor ligado ao deputado. Questionado sobre sua rotina, afirmou que comparecia à Casa Civil apenas duas ou três vezes por semana, mesmo ocupando um cargo que exigia carga horária de 40 horas semanais. Nos meses de março e abril, recebeu mais de R$ 21 mil em salários.


A investigação também identificou outros casos semelhantes, incluindo o cabeleireiro Yago Vinícius Trindade Grusman de Araújo, de 28 anos, que confirmou ter sido indicado por um assessor do deputado para atuar na Casa Civil. Segundo ele, comparecia ao órgão apenas em alguns dias da semana para auxiliar em atividades administrativas. Durante o período em que esteve nomeado, recebeu cerca de R$ 18 mil em salários.


Outros nomes citados na reportagem incluem integrantes de blocos carnavalescos, apoiadores políticos e moradores de Nova Iguaçu que também teriam sido indicados para cargos comissionados na estrutura do governo estadual. Alguns dos nomeados foram exonerados posteriormente durante auditorias promovidas pela gestão interina do governador Ricardo Couto.


Procurados pela reportagem, Douglas Ruas e Rogério Lisboa afirmaram não ter conhecimento das nomeações atribuídas ao grupo político de Felipinho Ravis. O deputado não respondeu aos questionamentos enviados pela coluna. Cláudio Castro, Nicola Miccione e outros citados também não se manifestaram até a publicação da matéria.


A atual gestão estadual informou que vem realizando auditorias em secretarias e órgãos públicos e que mais de 2.800 servidores já foram exonerados em ações de revisão administrativa. Também foram instaurados processos disciplinares para apurar possíveis irregularidades.


A matéria completa está disponível no portal Ururau.

 
 
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