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COMO FUNCIONA O TRÁFICO DE DROGAS NA LAPA

Segundo a Polícia Civil, o tráfico de drogas é intenso na Travessa da Mosqueira, na Lapa, próximo à Escadaria Selarón, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro.

No início, a venda de drogas no local ocorria em um terreno abandonado, cercado por tapumes, com a comercialização realizada através de uma janela irregular de um casario adjacente, invadido pelo tráfico, utilizando um sistema de cordas para troca de drogas por dinheiro.


Diligências ostensivas eram complicadas pela ação de olheiros que alertavam os traficantes, permitindo que se misturassem aos usuários.

Com a ação da polícia, o tráfico migrou para outros pontos, primeiramente para a Rua Joaquim Silva, um ponto antigo onde a venda ocorria através de uma porta de aço em uma servidão.

Com a continuidade das diligências, apreensões e prisões, o tráfico voltou para o casarão original, onde a porta frontal de aço foi retirada com auxílio do Corpo de Bombeiros.

Internamente, os traficantes montaram um "bunker" com uma porta de grade tipo cadeia e chapas de aço, com rota de fuga para um terreno abandonado (antiga Asa Branca). Essa estrutura também foi desmantelada com ajuda dos bombeiros e da prefeitura.

O tráfico então migrou para a chamada "Casa Verde", na Joaquim Silva, 123, um local com duas portas de servidão para unidades residenciais internas, majoritariamente invadidas. A venda ocorria na porta, com filas formadas na calçada oposta para não chamar atenção.

O Comando Vermelho domina aquela área e o principal chefe na região é o traficante Abelha, que é assessorado por Piu. NoS casarões, há inscrições como "CV" e "Tropa do Mel" nas paredes, algumas recentemente pintadas. "Tropa do Mel" faria referência a Abelha.

Hoje, a polícia fez operação para prender traficantes que atuam na Lapa e capturou 14.


As investigações identificaram que o tráfico de drogas da Lapa é controlado por integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, tendo como lideranças Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o "Abelha", e um outro bandido, Anderson Venâncio Nobre de Souza, conhecido como "Piu" oo "Português", apontado como responsável pela operação direta do tráfico na área.


De acordo com as apurações, a endolação e distribuição das drogas destinadas à venda na Lapa eram realizadas na comunidade do Fallet/Fogueteiro, onde parte dos integrantes da organização criminosa também se encontrava escondida.


A operação conta com ações em diferentes locais. Além das diligências nas comunidades do Fallet/Fogueteiro e dos Prazeres, os agentes cumprem mandados também em outras áreas, principalmente na região da Lapa. Alguns dos investigados, identificados como gerentes de carga, não possuíam antecedentes criminais nem mandados anteriores, sendo apontados pela investigação como responsáveis pela logística do tráfico.


A polícia, segundo a imprensa, informou que os traficantes extorquem camelôs que atuam nos arredores da Escadaria Selarón e recebeu vídeos de usuários sendo torturados.

Por Mario Hugo Monken



 
 
 

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