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Feixe de Fogo”: novo álbum de BUHR terá edição em vinil

1 de set.
2 min de leitura


Primeiro disco da artista em sete anos chega ao NRC+ em LP azul-claro translúcido, acompanhado de photobook


São Paulo - agosto de 2026 - “Eu não sinto pressão em lançar discos”, confessa BUHR. Sete anos após Desmanche (2019), a artista apresentou em abril seu quinto álbum, Feixe de Fogo. Elogiado pela crítica, o disco terá prensagem em vinil na loja NRC+. Já em pré-venda, o kit conta com um LP azul-claro translúcido, acompanhado de encarte e photobook com fotos inéditas e entrevista.


Esse é o primeiro trabalho em que a artista adota o nome artístico Buhr. A mudança aconteceu após se reconhecer como uma pessoa não binária. A produção musical das onze faixas foi dividida com Rami Freitas, da banda Procurando Kalu, que também toca percussão em algumas das músicas.


O tambor, ao lado da voz, segue como guia das suas composições. Junto da percussão, "Feixe de Fogo" dá destaque aos sintetizadores e guitarras, na proposta que funde elementos do rock e do reggae, carregando a faísca como fio condutor.


“Tinha vontade de explorar uma coisa mais eletrônica, e o Rami tem isso muito forte, de se aprofundar nos timbres, nas camadas, em mil coisas”, relembra BUHR. “Depois, tivemos o trabalho de costurar as músicas, porque elas são muito diferentes umas das outras.”


Assim como o projeto transita por diferentes sonoridades, o processo de gravação foi realizado em diversas cidades – Fortaleza, Sobral, Salvador, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro.


Cada um desses lugares adicionou sabores e sotaques. Entre as participações estão Russo Passapusso, Maestro Ubiratan Marques, Josyara, Moon Kenzo e Negadeza. Há também os músicos Susannah Quetzal, Rosa Denise, Janice Brandão, Nilton Azevedo, João Teoria, Izma Xavier, Briar Aguarrás, Arto Lindsay, Fernando Catatau, entre outros.


“Quando a gente foi contar quantas pessoas participaram desse disco, deu 23 ao todo, contando comigo e com o Rami. Eu não tenho nenhuma faixa com esse número de pessoas, mas todas passaram pelo disco”, brinca.


O universo de BUHR extrapola fronteiras. Cantora, compositora, atriz, escritora e batuqueira, ela destaca a poesia como a primeira linguagem a ganhar espaço dentro desse caldeirão artístico: “Antes de fazer música, eu já escrevia, e amo o universo da poesia falada, embora, da minha forma, eu sempre tenha colocado isso na música".


As letras transitam entre dores, amores e conflitos, aproximando questões íntimas à vida coletiva. Nesse cenário urbano, BUHR constrói uma espécie de mosaico em que afetos, política e experiências cotidianas convivem lado a lado. “É como a vida da gente. Você está fazendo a sua coisa e tem uma guerra estourando ali, tem o Brasil muito louco do lado de cá, e aí tem um amor no meio, tem uma novela, tem um filme".

 
 
 

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