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Movimentos sociais se mobilizam pela permanência de Aline Forasteiro na Subsecretaria de Direitos Humanos do RJ

Carta aberta reúne dezenas de entidades e pede ao governador em exercício Ricardo Couto que reavalie eventual mudança no comando da pasta


Representantes de movimentos sociais, coletivos, fóruns e organizações da sociedade civil do Rio de Janeiro divulgaram uma carta aberta em defesa da permanência de Aline Forasteiro à frente da Subsecretaria de Direitos Humanos do Estado.


O documento é direcionado ao governador em exercício, Ricardo Couto, e surge diante de informações sobre possíveis mudanças na estrutura da secretaria e uma eventual substituição no comando da Subsecretaria de Direitos Humanos.


Na manifestação, as entidades destacam que o posicionamento não possui caráter partidário, eleitoral ou pessoal. Segundo os signatários, a defesa da permanência de Aline está relacionada ao reconhecimento de sua atuação técnica, capacidade de articulação e diálogo estabelecido com diferentes segmentos da sociedade civil durante sua gestão.


“A permanência de Aline Forasteiro representa a preservação desse diálogo, da estabilidade institucional e da continuidade de importantes políticas públicas desenvolvidas no Estado do Rio de Janeiro”, afirma a carta.


Entre os segmentos mobilizados estão representantes dos movimentos LGBTI+, negro, quilombola, de pessoas com deficiência, de enfrentamento à intolerância religiosa, além de organizações ligadas à promoção da igualdade racial, defesa das mulheres, população trans, pessoas vivendo com HIV e comissões de Direitos Humanos e Diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


Entidades destacam diálogo com a sociedade civil


De acordo com a carta, durante a gestão de Aline Forasteiro, a Subsecretaria de Direitos Humanos teria fortalecido a interlocução com conselhos, fóruns, movimentos e demais espaços de participação e controle social.


As organizações também ressaltam a importância da continuidade administrativa para políticas que atendem grupos historicamente vulnerabilizados. Para as entidades, a manutenção de gestores que conhecem as demandas desses segmentos contribui para preservar a relação de confiança construída entre poder público e sociedade civil.


“Os movimentos sociais reconhecem que a continuidade das políticas públicas depende não apenas de estruturas administrativas, mas também de gestores comprometidos com o interesse público”, destaca outro trecho.


Carta pede reconsideração ao governo


No documento, os movimentos solicitam diretamente que o governador em exercício considere a posição apresentada pela sociedade civil e reavalie qualquer eventual decisão de substituir Aline Forasteiro.


A mobilização reúne dezenas de entidades e organizações, entre elas Aliança Nacional LGBTI+, Grupo Arco-Íris, UNEGRO, Grupo Trans Revolução, Fórum TT RJ, Articulação Brasileira de Lésbicas, Rede Trans Brasil, Marcha das Mulheres Negras, Conexão G, CETRAB – Centro de Tradições Afro-Brasileiras, Instituto Cabo Free, Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, Associação de Mulheres Lésbicas Maria Maria e Instituto Capacitar, além de grupos e movimentos de diferentes municípios fluminenses.


A carta termina com três reivindicações centrais: a permanência de Aline Forasteiro, o fortalecimento das políticas públicas de Direitos Humanos e a valorização da participação social e da capacidade técnica na gestão pública.

 
 
 

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