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O futuro da educação não começa com inteligência artificial, começa com cultura

há 12 minutos
3 min de leitura
Foto por: Divulgação
Foto por: Divulgação

Depois de sair dos livros e visitar escolas em diferentes partes do mundo, Fernanda King leva sua experiência internacional a congresso em Portugal que reúne milhares de educadores.

Por muitos anos, estudar educação significou, para Fernanda King, mergulhar em livros, pesquisas e teorias. Até que ela decidiu ir além.

Gestora escolar, palestrante, escritora, neuropedagoga e especialista em neurociência e inteligência artificial, Fernanda King passou a percorrer o mundo para conhecer a educação onde ela realmente acontece: dentro das escolas.

Ao longo dos últimos anos, visitou instituições de ensino em diferentes países, acompanhou a rotina de professores, funcionários e gestores e observou de perto diferentes culturas e formas de ensinar. Entre os países que já conheceu estão China, Espanha, Inglaterra, Argentina, Suíça, Itália, Finlândia, Estônia e Portugal.

Essa experiência internacional transformou sua maneira de enxergar a educação. Ao conhecer realidades tão diferentes, Fernanda percebeu que muitos dos grandes desafios enfrentados pelas escolas são surpreendentemente semelhantes em diferentes partes do mundo. O que muda é a maneira como cada sociedade escolhe lidar com eles.

Agora, essa jornada ganha um novo capítulo. Em setembro, Fernanda King será palestrante convidada de um congresso na região da Maia, em Portugal, que reunirá centenas de educadores. O tema de sua palestra propõe uma provocação ao debate atual:

“O futuro da educação não começa com inteligência artificial, começa com cultura.”

Em um momento em que a inteligência artificial aparece como uma das principais apostas para transformar a educação, Fernanda propõe começar a discussão antes da tecnologia.

Como especialista em neurociência e inteligência artificial, ela defende que não basta colocar ferramentas digitais nas mãos de crianças, adolescentes e professores. É preciso preparar as pessoas para saber utilizar essas ferramentas, interpretar informações, desenvolver senso crítico e compreender o mundo em que estão inseridas.

Nesse contexto, alfabetização, letramento, letramento digital e desenvolvimento cognitivo tornam-se fundamentais. Uma geração cada vez mais conectada tem acesso a um volume gigantesco de informações, mas isso não significa, necessariamente, que esteja preparada para compreendê-las ou utilizá-las de maneira consciente.

A experiência de Fernanda em escolas de diferentes países também mostrou que os impactos da tecnologia e os desafios relacionados à atenção, ao vocabulário, ao pensamento crítico e ao desenvolvimento cognitivo não são questões exclusivamente brasileiras. Eles atravessam culturas e continentes.

A partir desse olhar, Fernanda propõe uma mudança de perspectiva: antes de perguntar como a inteligência artificial será inserida na escola, é preciso perguntar que tipo de pessoa estamos preparando para viver em um mundo com inteligência artificial.

Da experiência nas escolas do mundo aos palcos internacionais

A ida a Portugal representa um novo momento na trajetória de Fernanda King. Depois de anos buscando referências diretamente nas escolas e construindo conhecimento a partir da observação de diferentes realidades educacionais, ela passa a compartilhar essa experiência também fora do Brasil.

A proposta não é trazer um modelo europeu ou estrangeiro para ser reproduzido no país, mas levar uma perspectiva brasileira para um debate internacional: o olhar de uma educadora que percorreu escolas de diferentes partes do mundo para entender o que existe por trás dos diferentes modelos educacionais.

“Quando você sai dos livros e começa a entrar nas escolas de diferentes países, percebe que os desafios são muito mais parecidos do que imaginava. O que muda é a cultura, a forma como cada sociedade escolhe ensinar e responder a esses desafios”, explica Fernanda King.

Em sua palestra em Portugal, ela pretende compartilhar experiências, ideias e estratégias capazes de provocar uma nova reflexão sobre a escola, os alunos, os educadores e o papel da educação diante de um mundo cada vez mais tecnológico.

A participação reforça a trajetória internacional de uma profissional brasileira que buscou conhecimento diretamente nas escolas do mundo e agora leva sua própria visão para um congresso internacional de educação.

Fernanda King está disponível para entrevistas.

Temas que podem render entrevistas e pautas:

* O futuro da educação não começa com inteligência artificial.

* O que Fernanda King descobriu ao visitar escolas de diferentes países.

* Por que os desafios da educação são semelhantes no mundo inteiro.

* O impacto da tecnologia sobre crianças e adolescentes.

* Uma geração hiperconectada está preparada para pensar criticamente?

* Alfabetização e letramento antes da inteligência artificial.

* Como preparar alunos e professores para o mundo da IA.

* Neurociência, educação e inteligência artificial.

* O que escolas de diferentes países têm em comum.

* O que muda quando a cultura muda a forma de ensinar.

* A experiência de uma educadora brasileira convidada para palestrar em Portugal.

* O que significa levar uma perspectiva brasileira para um congresso internacional de educação.

EVENTO

Congresso Super Tabi

Fórum da Maia, Portugal

Setembro de 2026

PALESTRANTE

Fernanda King

Gestora escolar • Palestrante • Escritora • Neuropedagoga

Especialista em Neurociência e Inteligência Artificial

TEMA DA PALESTRA

O futuro da educação não começa com inteligência artificial, começa com cultura.

 
 
 

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