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Operação da Polícia Federal expõe envolvimento de policiais com crime organizado no Rio


A manhã desta quarta-feira (11) foi marcada por mais um desdobramento de uma investigação sensível que apura a infiltração de agentes públicos em estruturas do crime organizado no estado do Rio de Janeiro. A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da operação que resultou na prisão de sete policiais militares, suspeitos de manter vínculos com o tráfico de drogas e também com grupos milicianos.


De acordo com os investigadores, os policiais atuariam diretamente na proteção e escolta de um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho, oferecendo segurança armada e utilizando a estrutura institucional da corporação para favorecer as atividades do grupo. A ação ocorreu simultaneamente em diferentes pontos da Rio de Janeiro e também na Baixada Fluminense, onde foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão.


Durante a operação, os agentes federais recolheram celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos, que agora passarão por análise pericial. A medida foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que também determinou a quebra do sigilo dos dispositivos apreendidos para aprofundar a investigação sobre a rede de contatos e a possível participação de outros envolvidos.


Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento imediato das funções públicas dos policiais militares investigados. A operação foi acompanhada pela corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que também abriu procedimentos administrativos para apurar as condutas.


Segundo a Polícia Federal, os policiais utilizavam a farda e a estrutura da segurança pública para facilitar a atuação de criminosos, alertando traficantes sobre possíveis operações, prestando escolta armada e, em alguns casos, ocultando evidências de crimes cometidos por integrantes do tráfico.


Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes que, somados, podem resultar em penas superiores a 30 anos de prisão.


A atual fase da operação é continuidade de um trabalho iniciado no início da semana. Na segunda-feira, durante a primeira etapa da investigação, a Polícia Federal já havia prendido três pessoas, entre elas um delegado federal, suspeito de integrar o mesmo esquema criminoso que estaria atuando dentro das instituições de segurança pública.


As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas. O objetivo, segundo os investigadores, é identificar toda a rede de agentes públicos e intermediários que atuavam em benefício do crime organizado, comprometendo a integridade das instituições e colocando em risco a segurança da população.



 
 
 

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