PM pode expulsar cinco policiais suspeitos de fazer a segurança de bicheiro no dia que ele sofreu atentado na Barra
Cinco policiais militares estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina da PMERJ que pode levá-los a expulsão dos quadros da corporação.
Eles são suspeitos de fazerem parte da segurança pessoal do contraventor Vinicius Drumond, apontado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro como um dos membros da "Nova Cúpula do Jogo do Bicho”.
Em 11 de julho de 2025, após se exercitar em uma academia na Barra da Tijuca, ele deixou o estabelecimento acompanhado por dois indivíduos cujas imagens do circuito interno evidenciam tratar-se de dois PMs, ambos lotados no Batalhão de Belford Roxo (39º)
Segundo investigações, ficou comprovada a participação de policiais militares na segurança pessoal de Vinícius Drummond, incluindo a participação de mais um PM do 3º Batalhã (Méier) e de outro do 18º BPM (Jacarepaguá).
No dia dos fatos, o bicheiro estava sendo acompanhado por dois automóveis quando, em determinado momento, disparos de armas de fogo foram realizados na direção do Porsche, os quais foram repelidos por seguranças que o escoltavam.
Ao menos 30 (trinta) disparos de fuzil atingiram o veículo. Em razão da blindagem, o condutor/vítima sofreu apenas ferimentos leves, motivo pelo qual buscou socorro médico no Hospital Barra D'Or, onde deu entrada por volta das 11h10min.
A guarnição do 31º BPM, foi requisitada para comparecer na unidade de saúde.
Às 11h40min, já no interior do Hospital Barra D'Or, um dos PMs de serviço obteve as informações iniciais sobre o ocorrido com a vítima.
CHEGADA DE PMS SUSPEITOS AO HOSPITAL
Nesse instante, percebe-se que a equipe não tinha qualquer conhecimento de quem se tratava, uma vez que Vinícius Drummond se apresentou como empresário do ramo da agricultura.
Logo após, às 11h50min, ocorre a chegada de dois policiais do Serviço Reservado do 31º BPM, um Oficial Intermediário e um Subtenente, com o escopo de coletar informações sobre o ocorrido ecientificar o Comando da Unidade.
Às 11h54min, a viatura da Supervisão de Graduado do 31º BPM, também compareceu ao local. Neste momento, um dos agentes retirou sua Câmera Operacional Portátil n.º J15634689 e foi falar com a vítima na sala, onde já se encontravam os Agentes do Serviço Reservado.
Às 12h, as imagens do circuito de monitoramento do Hospital registram a chegada das viaturas da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, cujos agentes vão ao encontro de Vinícius Drummond na sala de atendimento, onde, após colheita das informações preliminares, informam que ficariam responsáveis pelas investigações.
Ocorre que, antes da chegada dos policiais, certificou-se a presença de outros dois PMs, ambos da P2 do 19º Batalhão (Copacabana)
A dupla em questão chegou em um automóvel com as características semelhantes às de um Jeep Renegade, logo atrás de um veículo semelhante a um BMW X6, o qual permaneceu na porta de entrada do Hospital Barra D'Or,
Enquanto um dos PM do 19º estacionava o Jeep na rua principal em frente à Unidade Hospitalar, o outro do mesmo quartel permaneceu na entrada conversando com ocupantes do BMW X6, isso por volta das 12h05min, conforme registrado nas imagens do circuito de monitoramento externo da Unidade Hospitalar.
As imagens captadas registraram o momento em que, incontinenti, um dos PMs da unidade de Copacabana
desceu do veículo e conversou com o condutor do BMW. Em seguida o outro do 19º deslocou-se até até a porta de entrada do Hospital, local onde o Porsche de Vinícius Drummond encontrava,
As imagens captadas registraram o momento em que, incontinenti, o PM lotado em Copacabana desceu do veículo e conversou com o condutor do BMW.
Em seguida, seu colega de quartel deslocou-se até a porta de entrada do Hospital, local onde o Porsche de Vinícius Drummond encontrava-se estacionado.
Percebeu-se a chegada de Policiais Militares e Civis, todavia, em momento algum a dupla de PMs do 19º se identifica para os agentes.
Os arquivos de mídia revelam a inquietude da dupla com a chegada dos policiais.
A todo instante, um dos policiais de Copacabana monitorava o comportamento dos policiais envolvidos na ocorrência, até o momento de ser abordado por um policial civil.
Às 12h18min, pelas imagens da COP n.º J17628451, acautelada com um dos PMs de serviço
percebe-se o momento em que os colegas do 19º BPM ingressam no interior do Hospital e se posicionam na entrada da sala, onde Vinícius Drummond encontrava-se em atendimento.
Neste momento, Policiais Civis já se encontravam dentro da sala de atendimento conversando com a vítima.
Em seguida, um Policial Civil abre a porta e cumprimenta um dos PMs do 19º.
Logo após a dupla se retira do interior do Hospital, contudo, minutos antes de se retirarem um dos PMs lotados em Copacabana entrou na BMW X6 e permaneceu em seu interior por alguns minutos com a porta fechada.
Depois, a dupla entra no Jeep Renegadee se retira do local, logo depois a BMW X6 também deixa o Hospital Barra D'Or.
Depreende-se que mesmo diante da grande repercussão do ocorrido, os dois PMs lotados no 19º em momento algum comunicaram os fatos ao Chefe do Serviço Reservado da unidade, tampouco ao Comando da Unidade, uma vez que o próprio Chefe imediato não tinha conhecimento da presença de seus subordinados naquele local.
Durante as investigações, a Divisão de Homicídio da Capital/ Barra da Tijuca, encaminhou o Ofício n.º145340-1901/2025, de 30 Dez 25, cujo assunto alude ao Inquérito Policial n.º 901-00723/2025, que apurou a tentativa de homicídio praticada contra o nacional Vinícius Pereira Drummond, e restou evidenciado que três (três) Policiais Militares realizavam a segurança pessoal do contraventor no dia em que foi vítima do crime, bem como nos dias que antecederam à ação, sendo dois do 39º e um do 18º BPM.
O procedimento feito pela PMERJ verificou-se que os atos praticados pelos cinco PMs revelam atitudes incompatíveis com a condição de Policial Militar.
Desta forma, concluiu haver indícios de Infração Penal Militar a ser imputada a dois dos PMs, ou seja, falso testemunho. E há transgressão disciplinar contra mais um dos PMs.
A PM diz que os agentes cometeram falta de decoro do militar, e suas condutas violma o dever de fidelidade com esta Corporação, que se funde nos princípios da hierarquia e disciplina, atingindo frontalmente seu juramento ético e moral de servir e proteger a sociedade.
"Eles demonstraram assim, com seus equivocados total inadequação ao perfil esperado de um policial militar", diz o documento da investigação.
A investigação terá o escopo de avaliar os aspectos ético-disciplinares da conduta do militar em questões circundantes do ocorrido.
O mérito em questão será avaliar, dentro dos atos praticados pelo acusado, se ele reúne condições ético-morais de permanecer nas fileiras da Corporação.






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