PSTU oficializa candidatura de Vera Lúcia ao Governo de São Paulo em Convenção Estadual
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Por Maty Reis
Retomar São Paulo para os trabalhadores
São Paulo, 31 de julho de 2026 — O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) realizou nesta sexta-feira (31), na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, sua Convenção Estadual, que oficializou a candidatura de Vera Lúcia ao Governo de São Paulo e de Renata França como candidata a vice-governadora, além da chapa ao Senado e das candidaturas proporcionais.
A Convenção Estadual teve início às 18h30 e, logo em seguida, ocorreu a Convenção Nacional do PSTU, que homologou a candidatura de Hertz Dias à Presidência da República e de Vanessa Portugal à Vice-Presidência. Encerradas as convenções, às 19h30, foi realizado o ato político de lançamento das candidaturas, no mesmo local.
Além de Vera Lúcia, a convenção homologou as candidaturas de Weller Gonçalves e Eliana Ferreira ao Senado, bem como as candidaturas proporcionais de Mandi Coelho, Professora Flávia, Arthur dos Santos e Fátima da Silva.
Na mais recente pesquisa Quaest/Genial Investimentos, divulgada em 29 de julho, Vera Lúcia aparece em terceiro lugar na disputa pelo Governo de São Paulo.
Reestatização como primeira medida de governo
Durante o ato de lançamento, Vera Lúcia anunciou que, se eleita, sua primeira ação como governadora será a assinatura de um decreto emergencial para reestatizar o transporte metroferroviário paulista, atualmente operado por concessionárias privadas no Metrô e nas linhas que anteriormente pertenciam à CPTM. A medida é apresentada como o primeiro passo de um plano mais amplo de desprivatização, que também inclui a Sabesp e outros serviços públicos concedidos à iniciativa privada em gestões estaduais anteriores.
A candidatura responsabiliza diretamente o governador Tarcísio de Freitas pelo avanço das privatizações no transporte sobre trilhos em São Paulo e também atribui responsabilidade ao governo federal do PT, citando processos de privatização de sistemas metroferroviários em outros estados, como Minas Gerais. Para os demais setores privatizados, o PSTU defende a realização de um plebiscito popular para que a população decida sobre a reversão dessas concessões.
Segundo a candidatura, a adoção de decreto e plebiscito, em vez da tramitação convencional na Assembleia Legislativa, se justifica pelo entendimento de que a Alesp é atualmente dominada por interesses empresariais alinhados ao Executivo estadual. Com isso, o plano de governo de Vera Lúcia propõe transferir o poder de decisão diretamente à classe trabalhadora, apontada como a principal responsável pela sustentação da economia paulista.
