Fim do Ras compulsório -NOVO COMANDO NA PMERJ ACENDE ESPERANÇA NA TROPA E PRESSÃO POR MUDANÇAS IMEDIATAS
- jornal bilhões

- 23 de mar.
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A troca no comando da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro reacendeu um sentimento há muito tempo adormecido entre os praças: a esperança de dias melhores dentro da corporação. O novo comandante-geral chega sob forte expectativa, especialmente o tão esperado primeiro pronunciamento, que pode sinalizar a possibilidade de revisão de um dos pontos mais criticados pela tropa — o polêmico RAS compulsório.
O Regime Adicional de Serviço obrigatório, que deveria ser voluntário, se tornou motivo de revolta entre os policiais ao longo dos últimos anos. Na prática, muitos militares passaram a ser obrigados a trabalhar em suas folgas, acumulando cargas que chegaram ao limite de até 56 horas extras mensais. A medida, imposta na gestão anterior, foi vista como desumana por grande parte da tropa, gerando desgaste físico, mental e familiar.
Agora, o novo comandante surge como uma possível ruptura com esse modelo. Nos bastidores dos batalhões, o clima é de cauteloso otimismo. Praças ouvidos pela reportagem afirmam confiar que a nova liderança terá coragem para enfrentar o problema e devolver dignidade à rotina dos policiais.
A insatisfação com a gestão anterior também veio à tona com críticas duras. Parte significativa da tropa acusa o ex-comandante, coronel Menezes, de ter priorizado interesses políticos em detrimento das demandas internas da corporação. “Faltou olhar para quem está na ponta, na rua. Se depender da tropa, não se elege a mais nada”, afirmou um policial sob condição de anonimato.
O novo comandante assume, portanto, não apenas uma função estratégica na segurança pública do estado, mas também a missão de reconstruir a confiança interna de uma tropa desgastada e desacreditada. O fim do RAS compulsório se tornou símbolo dessa mudança aguardada.
A expectativa agora se transforma em cobrança. A tropa quer mais do que discurso: quer ação.




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