PM que chegou a ser suspeito de matar a esposa, uma subtenente dos bombeiros em Bangu, em 2023, foi achado morto
- Mario Hugo Monken
- há 1 dia
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A história envolvendo a subtenente do Corpo de Bombeiros, Dayana Brasil Tenório, de 38 anos, ganha mais um triste desfecho.
Dayana foi encontrada morta em 2023, após ser atingida por um tiro no olho, dentro de casa, na Rua Boiobi, em Bangu. Na época, o principal suspeito era seu marido, o então cabo da Polícia Militar Luiz Felipe Perozini Cardoso.
Segundo informações, a investigação contou com imagens de câmeras de segurança e perícia da Polícia Civil, que indicaram que Perozine teria chegado à residência após o disparo que teria sido feito por Dayana.
Uma audiência sobre o caso estava marcada para o dia 27 de Abril. Nesta quinta-feira, o agora sargento Perozine foi encontrado morto.
O caso, que já era cercado de dor e questionamentos, termina de forma ainda mais trágica, marcando um desfecho triste para o casal. Talvez nunca descobriremos o que aconteceu.
A jornalsita Roberta Trindade publicou em sua página no Instagram que o sargento Luiz Felipe Perozini Cardoso, 33 anos, tirou a própria vida em sua residência, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira, dia 2 de abril.Em maio de 2023,
Ela escreveu que o o PM perdeu a companheira, a subtenente do Corpo de Bombeiros Dayana Brasil Tenório, 38. Ela era lotada na 2ª Odontoclínica de Campo Grande e teve uma discussão com o policial antes de morrer vítima de um disparo no rosto.
Na época, ele contou que durante uma briga ela pegou sua arma, que estava no braço do sofá, e que durante luta corporal para pegá-la de volta, acabou acontecendo o disparo acidental.
A perícia técnica, o inquérito policial instaurado pela Delegacia de Homicídios (DH) e o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) da Polícia Militar concluíram a inocência do PM."
A ciência provou a verdade. A lógica provou a verdade. Mas o Ministério Público e o Judiciário preferiram manter viva uma agonia que ele não suportou carregar", escreveu o advogado Marlon Oliveira Nobre, que representava o sargento.
"O processo penal, quando usado como instrumento de tortura psicológica, mata. Lutei incansavelmente ao lado dos colegas Dr Willian Brand e Dr Vinícius Pereira para que a justiça fosse feita em vida. Infelizmente, o Estado, com sua lentidão burocrática e falta de empatia, foi mais rápido em destruir a vontade de viver de um homem bom do que em declarar sua inocência óbvia. Luiz Felipe não aguentou a dor da perda somada ao açoite da injustiça pública e institucional. Ele se foi, mas o seu nome e a verdade que defendemos até o fim permanecem", finalizou.




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